BEGIN:VCALENDAR
VERSION:2.0
PRODID:-//Teatro Gamboa - ECPv6.2.8.2//NONSGML v1.0//EN
CALSCALE:GREGORIAN
METHOD:PUBLISH
X-ORIGINAL-URL:https://teatrogamboa.com.br
X-WR-CALDESC:Eventos para Teatro Gamboa
REFRESH-INTERVAL;VALUE=DURATION:PT1H
X-Robots-Tag:noindex
X-PUBLISHED-TTL:PT1H
BEGIN:VTIMEZONE
TZID:America/Bahia
BEGIN:STANDARD
TZOFFSETFROM:-0300
TZOFFSETTO:-0300
TZNAME:-03
DTSTART:20260101T000000
END:STANDARD
END:VTIMEZONE
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Bahia:20260116T180000
DTEND;TZID=America/Bahia:20260228T190000
DTSTAMP:20260525T151708
CREATED:20260108T163742Z
LAST-MODIFIED:20260108T173342Z
UID:10000536-1768586400-1772305200@teatrogamboa.com.br
SUMMARY:Exposição O Que Há no Abismo
DESCRIPTION:A exposição O Que Há no Abismo\, de Lila Cairo\, nasce de um ponto de ruptura. No atravessamento da angústia\, do adoecimento mental e da recusa em continuar performando uma vida que já não fazia sentido\, a artista encontra a arte não apenas como linguagem\, mas como possibilidade concreta de permanência no mundo. \nNascida em 1988\, em Salvador\, Bahia\, onde vive e trabalha\, Lila Cairo adotou o nome artístico durante o doutorado em Astrofísica no INPE\, São José dos Campos\, quando decidiu abdicar da carreira acadêmica nas exatas para se dedicar integralmente às artes. Artista autodidata\, sua trajetória é marcada pela transição radical de um campo orientado pela objetividade científica para um fazer artístico atravessado pela experiência sensível\, pelo corpo e pelos afetos. \nA decisão de viver de e na arte surge sob pressão: o corpo\, através dos sintomas de depressão e ansiedade\, sinaliza a impossibilidade de seguir sustentando uma trajetória escolhida sem desejo. A partir desse colapso\, a artista estabelece resoluções objetivas e diárias\, como a prática contínua do desenho\, um desenho por dia\, sem o uso de referências fotográficas. Nessa mesma época\, a escrita se torna forte aliada na transmutação das sensações de angústia e experimentação de novas possibilidades em paisagens poéticas. É nesse exercício que sua produção deixa de ser apenas técnica e passa a se constituir como narrativa. \nSem articulação prévia no circuito institucional das artes\, Lila encontra na tatuagem uma via concreta de sobrevivência e expressão artística no Brasil. Tatuadora desde 2018\, a prática influencia diretamente sua produção gráfica\, especialmente no uso do nanquim\, na relação com o desenho autoral\, na síntese das formas e na construção de figuras que dialogam com o imaginário da pele\, do corpo e da permanência do traço. \nÉ nesse contexto que surge a série de desenhos tatuáveis “O Que Há no Abismo” – título que viria a nomear esta exposição –\, composta por imagens em nanquim de pequenos monstros. Essas figuras operam como metáforas visuais dos processos internos da artista. Os monstros aqui não são figuras malignas: são seres incompreendidos\, misteriosos e ambíguos\, assim como os processos de saúde mental. A angústia\, a tristeza e a melancolia não aparecem como inimigas\, mas como partes constitutivas do sujeito. \nEmbora o desenho acompanhe Lila desde a infância\, é nesse momento de crise que o fazer artístico ganha densidade simbólica mais consistente. A artista abandona a busca pelo realismo baseado em fotografia e passa a investigar imagens construídas a partir da memória\, da imaginação e do afeto. Os trabalhos apresentados na exposição são majoritariamente desenhos em nanquim sobre papel\, realizados com traço direto e economia cromática\, enfatizando o gesto\, o ritmo e a expressividade das linhas e dos contrastes. Serão encontrados também esculturas em cerâmica fria e outras obras de pintura em técnica mista\, além de arte digital impressa. Alguns trabalhos são acompanhados de textos poéticos que compõem o universo onde as figuras plásticas estão imersas. \nO Que Há no Abismo é uma homenagem à angústia\, não como fim\, mas como passagem. Ao abrir esse espaço de partilha\, a artista inaugura o que chama de sua terceira vida: um novo ciclo orientado pela arte como caminho estético\, ético e de sobrevivência. A exposição propõe um gesto político e sensível: retirar os afetos sombrios do lugar da demonização e trazê-los para o campo da escuta\, da visibilidade e do cuidado. Na via oposta à glamourização\, Lila Cairo pretende trazer o sofrimento psicológico a um lugar de humanidade\, convidando o público a refletir sobre o que significa existir enquanto um ser sensível\, impactado pela experiência complexa de estar no mundo. \nVisitação de segunda a sexta\, das 14h às 19h; sábados e domingos\, das 13h às 17h. \nAdquira ingressos para a vernissage do dia 16:  \n\nCLIQUE AQUI PARA PARTICIPAR PRESENCIALMENTE\nCLIQUE AQUI PARA ASSISTIR ONLINE AO VIVO
URL:https://teatrogamboa.com.br/evento/oquehanoabismo/
LOCATION:Teatro Gamboa\, Rua gamboa de Cima\, 3\, Salvador\, BA\, 40060-008\, Brasil
CATEGORIES:Agenda da semana
ATTACH;FMTTYPE=image/png:https://teatrogamboa.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Lila-Cairo-O-Que-Ha-no-Abismo-foto-4-por-Lila-Cairo.png
END:VEVENT
BEGIN:VEVENT
DTSTART;TZID=America/Bahia:20260228T170000
DTEND;TZID=America/Bahia:20260228T180000
DTSTAMP:20260525T151708
CREATED:20260128T180204Z
LAST-MODIFIED:20260128T180204Z
UID:10000560-1772298000-1772301600@teatrogamboa.com.br
SUMMARY:Questão de classe: canções de Elis Regina
DESCRIPTION:Quando: 28/02 – 17h \nA história do canto popular brasileiro passa por momentos\, artistas\, compositores\, gente! \nAs cantoras brasileiras possuem destaque absoluto quanto o tema é o fato cantar. \nHá cantoras.Há cantores.Há artistas.Há Elis \nElis Regina Carvalho Costa\, nasceu em Porto Alegre no dia 17 de março de 1945 e entre os treze e os trinta e seis anos de idade ela mostrou ao seu país que cantar é mais que executar melodia e ritmo com alguma precisão. \nElis era (e é) uma das mais legítimas expressões de alguma encarnação da música a partir da voz/corpo que atua. \nEm 2025\, se completaram 80 anos do nascimento dela. \nEm 2025 se completaram 80 anos do nascimento de Gal – com quem ela dividia por sua própria fala o posto de CANTORA. \nEm 2025 se completaram 60 anos de carreira de Maria Bethânia – rio que corre caudaloso e é das nossas maiores artistas! \nCarlos Barros – cantor baiano tributário das cantoras brasileiras – realiza sua homenagem aos 80 anos de Elis\, trazendo à tona um recorte do repertório da artista centrado nas questões de classe no Brasil. \nCantar Elis é uma questão de classe em dupla dimensão: é classe enquanto refinamento e é classe\, enquanto percepção das desigualdades que caracterizam nossa história. \nComposições de Gilberto Gil\, Aldir Blanc\, João Bosco\, Chico Buarque\, Tunai\, Guinga\, entre outros estão no roteiro do espetáculo que busca uma tradução na voz masculina/feminina do cantor que celebra o cantar swingado\, político e ultra preciso dessa gaúcha que ainda nos ensina profundamente! \nJunto a Carlos Barros\, o pianista Sandro Andrade e os percussionistas Nelson Pena e Ito Araújo constroem a sonoridade para essa reverência à Elis. \nSaudemos Elis Regina! \n“Acho que agora tá no ponto de provar!” \nFICHA TÉCNICA:Direção Artística e Repertório: Carlos BarrosVoz: Carlos BarrosPiano: Sandro AndradePercussão: Nelson Pena e Ito Araújo \nOs ingressos para as sessões podem ser adquiridos diretamente na bilheteria do teatro\, de quarta a domingo\, a partir das 15h\, ou pelos canais e modalidades abaixo:\n\n\n COMPRE AQUI PARA ASSISTIR PRESENCIALMENTE\n\n ASSISTA ONLINE
URL:https://teatrogamboa.com.br/evento/questaodeclasse/
LOCATION:Teatro Gamboa\, Rua gamboa de Cima\, 3\, Salvador\, BA\, 40060-008\, Brasil
CATEGORIES:Agenda da semana,Assista Online
ATTACH;FMTTYPE=image/jpeg:https://teatrogamboa.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Carlos-Barros.jpg
END:VEVENT
END:VCALENDAR