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Sonho de um homem ridículo
25/10/2025 - 19:00 - 20:30

Quando: 07/11 – 19h
Sonho de Um Homem Ridículo, um clássico universal do grande Fiódor Dostoievski. Essa viagem cósmica entre sonho e realidade, um dos mais potentes textos do autor de Crime e Castigo ganha, agora, uma versão teatral com abordagem atualizada.
Contado por um narrador-protagonista, o espetáculo narra as experiências de um homem mergulhado em reflexões sobre as contínuas frustrações em sua vida, bem como a falta de significado, propósito ou valor no mundo que o rodeia.
Uma grande história que aborda questões sobre o mundo atual, a perfeição humana e os esforços em direção a uma sociedade ideal.
APRESENTAÇÃO
Segundo o teórico literário e estudioso de Dostoiévski, Mikhail Bakhtin, O Sonho de Um Homem Ridículo é praticamente uma enciclopédia completa dos temas mais importantes da humanidade.
Conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil está em oitavo lugar dentre os países com maior número de suicídios. Esta é uma ocorrência complexa, influenciada por fatores psicológicos, biológicos, sociais e culturais. Medidas multissetoriais voltadas para a saúde e para o bem-estar da sociedade devem ser destacadas nos esforços de prevenção.
É nesse contexto que surgiu o projeto “O Sonho de Um Homem Ridículo”.
Após viver uma experiência no âmbito familiar em relação ao suicídio, o ator Kaíka Alves foi introduzido nesse universo cheio de angústias e indagações. Nesse percurso de compreensão e superação desse trauma familiar, e que tem se tornado uma preocupação mundial, ele foi confrontado com a importância de falar amplamente desse assunto e, talvez ajudar a muitos que, também estão na busca de luzes para as suas questões.
Escrito por Dostoiévski em 1877, O Sonho de Um Homem Ridículo é uma narrativa fantástica sobre a humanidade e sua perdição. O conto surgiu num contexto bélico de guerra e exprime todo o sentimento de pesar de um cidadão sobre o mundo massacrante em que vive. A história é levemente alinear e transita entre o sonho e a realidade
Muito mais do que tornar acessível o conteúdo de uma obra tão importante no panorama da literatura universal, levando para o terreno do teatro uma adaptação contextualizada aos nossos dias, o projeto “Sonho de Um Homem Ridículo’ vem se juntar aos esforços das medidas multissetoriais, a exemplo do Setembro Amarelo, que visão prevenir o suicídio, oferecendo recursos diversos que promovam o exercício da escuta, como ferramentas que venham fortalecer as habilidades sócio emocionais e melhorar o acesso aos cuidados de saúde mental.
Contado por um narrador-protagonista, o espetáculo relata as experiências de um homem a partir do momento em que conclui que não há mais nada para viver. À beira do suicídio ele adormece na poltrona e tem uma revelação através de um sonho utópico. Ele sonha com uma espécie de paraíso, uma terra em harmonia onde o homem ainda não conhece o mal. Mas, aos poucos, a discórdia, a intriga e a maldade contaminam esses homens. Então esse indivíduo acorda para a sua realidade e, totalmente transformado, refaz todos os seus planos numa atitude surpreendente e cheia de significados.
Nesta adaptação a obra vai sofrer não só um deslocamento de temporalidade, mas também de contexto histórico. O personagem central e narrador do conflito básico, não mais será um homem russo do século XIX. Quem contará essa saga será um personagem atual, um homem comum, que bem poderia ser qualquer um da nossa convivência ou presente ali na plateia. Todo o contexto que esse cidadão está inserido faz referência aos nossos dias e às questões mais relevantes do convívio social, tais como: cobranças, autoestima, isolamento, pressão profissional e o conflito adaptativo da maioria dos indivíduos atuais às profundas transformações políticas, sociais e tecnológicas porque passa a humanidade. A intenção é causar uma empatia e acender um alerta para a complexa e multifatorial questão do suicídio. Na obra original, no momento do provável suicídio, o personagem lida com a interferência sonora dos seus vizinhos de pensão. Nesta adaptação, essas vozes extrapolam os limites físicos do ambiente da referida casa e, num recurso metafórico, passam a representar as muitas réplicas verbais de personagens diversos do contexto social brasileiro, revelando um painel de crenças, opiniões, anseios, equívocos, agressividades, desesperanças e absurdos, uma espécie de mosaico verbal que procura revelar o caos social, o qual nos exige equilíbrio e serenidade para superá-los.
Essa obra é a voz mais contundente de combate à desesperança e ao suicídio e vem atravessando os séculos com seu grito de alerta.
FICHA TÉCNICA
Adaptação e Atuação: Kaíka Alves
Supervisão: Hebe Alves
Assistente Direção: Matheus Telles
Produção e Fotos: Ju Alencar
Efeitos Sonoros: Leo Bittencurt
Classificação etária: 18 anos


